Na última quinzena de abril, o preço do dólar ficou abaixo da linha dos R$ 5,50 – um patamar que vem sendo testado desde março. No entanto, esse “meio do caminho” entre R$ 5 e R$ 6 ainda mantém a cotação alta e desperta a incerteza se o brasileiro sairá mais forte da crise da Covid-19 ou se perderá o “bonde” da retomada econômica.

Mas quais os principais acontecimentos recentes que fazem a cotação da moeda estrangeira se manter alta e como deve ser o comportamento do dólar nos próximos meses?

Este artigo vai explicar por que o dólar está caro e os principais motivos que puxam as oscilações na cotação da moeda.

Continue a leitura.

Por que o preço do dólar está alto no Brasil?

Antes de responder e abordar como atual cenário favorece a alta do câmbio, é preciso entender como funciona o mercado cambial.

Em resumo, o principal componente que define as taxas cambiais é a lei da oferta e demanda: se eu tenho pouco produto e muita gente querendo comprar, o preço sobe. Mas se pouca gente compra, o preço cai. Quando não há intervenção direta na cotação da moeda, essa definição do custo é chamada de câmbio flutuante.

No Brasil, o Banco Central intervém no mercado às vezes, praticando os leilões (venda de parte da reserva cambial) para promover maior liquidez. A prática é conhecida como câmbio flutuante sujo. Outros países atuam apenas quando a taxa de câmbio está fora dos limites estabelecidos – o que é chamado de banda cambial.

Cotação do dólar hoje

No dia em que este artigo foi publicado, o dólar comercial estava cotado em torno de R$ 5,40. A cotação abaixo dos R$ 5,50 começou a ser observada a partir da segunda quinzena de abril de 2021, depois de uma série de altas entre fevereiro e março.

Mas a pergunta é: por que o dólar ainda está cotado acima de R$ 5?

Em resumo, para que haja abundância de dólar no mercado brasileiro, é necessário que as condições econômicas estejam favoráveis, com juros atrativos para os grandes investidores internacionais, maiores recebimentos por exportações do que pagamentos por importações (fluxo de pagamentos) e ambiente político e econômico de menor risco, por exemplo. Essas condições reduzem o preço do dólar.

No entanto, é o inverso que está ocorrendo atualmente. A demora da vacinação na segunda onda do coronavírus, a instalação CPI da Covid-19, o impasse nas discussões de reformas e do Orçamento e o atraso na liberação de auxílios emergenciais, por exemplo, provocam um maior risco no cenário nacional, fazendo com que os investidores internacionais tirem o dinheiro do Brasil. Assim, o preço da moeda se mantém alto.

Quando o dólar vai ficar mais barato?

Como você sabe, ainda é difícil afirmar quando o preço do dólar vai cair. Enquanto não fizermos a “lição de casa” para amenizar a turbulência interna, apenas o cenário internacional poderá contribuir com a redução do preço da moeda. A situação lá fora está mais positiva – com o avanço na imunização e com os pacotes de estímulos e resultados positivos de empresas.

No entanto, uma queda mais perceptível no preço do dólar nos próximos meses dependerá da aceleração das políticas públicas de combate à pandemia, do desenrolar das discussões e dos impasses na seara política e do desempenho da economia internacional.

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Cotação do dólar varia conforme cenário mundial.

Qual o melhor momento para comprar dólar?

O atual momento de incertezas exige melhor planejamento e acompanhamento da cotação do dólar para que a compra da moeda seja feita no timing certo. A alta da inflação no Brasil também afeta diretamente na relação de poder de compra entre real e dólar.

Assim, é importante contar com a ajuda de especialistas para fazer a “conta” e efetuar as transações de câmbio com menos burocracia e na hora certa. Com isso, é possível comprar em um momento de melhor cotação do dólar.

A Ethimos Câmbio, por exemplo, conta com soluções da XP para oferecer as principais operações de transações internacionais.

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Tipos de taxas cambiais

As taxas cambiais existentes são: câmbio comercial, câmbio turismo e o câmbio paralelo. Muita gente pergunta a diferença entre elas. Por isso, explicarei melhor sobre essas taxas.

Para que seja possível entender, é importante falar de transações internacionais – as chamadas remessas. As remessas são como as nossas taxas bancárias e servem para pagar operações de importação e exportação, empréstimos e investimentos, por exemplo.

Como uma remessa envolve bancos de países diferentes, é necessário apresentar um documento que comprove o motivo da transação. Essa atenção tem o objetivo de prevenir a lavagem de dinheiro, evasão irregular de divisas, sonegação de impostos e financiamento ao terrorismo.

Câmbio Comercial

O câmbio comercial é o preço da moeda em operações de remessas. A taxa do câmbio comercial será resultante da paridade (relação de poder de compra entre moedas) e a margem de lucro que o banco aplica na transação. Ou seja, se a paridade do dólar/real é de R$ 5,45 e o banco quer aplicar uma margem de lucro de 1%, a taxa do câmbio comercial para essa remessa será de R$ 5,5045.

Câmbio Turismo

O câmbio turismo é o valor da moeda em meios físicos, como dinheiro em espécie e cartão (de crédito ou pré-pago). Também tem como base a paridade e, além da margem de lucro que o banco ou corretora aplica, há um custo de importação e distribuição do dinheiro físico ou da aquisição do volume para compensação do pagamento do cartão.

Em virtude desses custos mais elevados, a taxa de câmbio turismo sempre será maior que a do câmbio comercial.

Nesse sentido, sempre surge a dúvida se é possível comprar o câmbio comercial para gastar lá fora. A resposta é não, infelizmente. A partir do momento em que se usa o dinheiro ou cartão, já se configura como câmbio turismo e, por isso, se aplicam as taxas referentes ao câmbio turismo.

Além da oferta e demanda, o volume de uma determinada moeda também define seu nível de preço no câmbio comercial e no turismo.

Câmbio Paralelo

Existe também o câmbio paralelo, que tem a ver com as transações ilegais, sem registro, lastro ou regulamentação. Portanto, não há nenhum parâmetro ou controle do nível de preço. A notícia boa é que existem cada vez mais ferramentas para coibir e punir os envolvidos nessas práticas, e as penas vão desde multas à prisão.

Taxas cambiais e bancos

As operações de câmbio abrangem a compra e a venda. Ou seja, o banco vende a moeda para o cliente que quer comprar dólares ou enviar recursos para fora do país. A instituição também compra quando o cliente recebe um pagamento internacional ou vende a moeda que sobrou da viagem.

E nos casos em que o banco adquire a moeda do cliente, a margem de lucro é negativa. A taxa será sempre inferior à paridade, resultando num recebimento em reais, pelo cliente, mais baixo. 

Preço do dólar x Poder de compra

Uma situação que também confunde bastante, quando o assunto são as taxas cambiais, é achar que uma moeda é barata somente porque ela vale menos que o real. O fato é que uma coisa não tem a ver com a outra e, mesmo trocando R$ 1 mil por 5 mil de qualquer moeda, por exemplo, não quer dizer que você vai comprar cinco vezes mais. De certa forma, o contrário também.

Para exemplificar:

A paridade entre o real e o peso chileno é R$ 0,006. Ou seja, com R$ 1,00 se tem CLP 6.000,00. Isso não quer dizer que você transformou 1 em 6.000. E seu poder de compra não é maior por conta disso. Você pode comprar um refrigerante aqui com R$ 4,00, mas talvez não compraria o mesmo refrigerante por CLP 24.000,00 (equivalente a R$ 4,00).

É natural haver diferenças de poder de compra entre uma moeda e outra, mas não se pode determinar que apenas a taxa de câmbio é a responsável.

Uma economia mais fragilizada, com inflação alta, por exemplo, gera uma diminuição do poder de compra. Ou seja, os preços sobem e você precisa dispor de mais dinheiro para comprar um mesmo produto.  Nesse caso, é possível perceber de forma mais clara a diferença entre o que se pode comprar com uma moeda e outra.

No entanto, a taxa de câmbio não é a causa dessa distorção, e, sim, apenas um reflexo deste fator.

Conclusão

Neste artigo, você aprendeu o por quê o preço do dólar está alto no Brasil e soube que a baixa na cotação da moeda depende dos cenários interno e externo. Dessa maneira, é sempre importante acompanhar a cotação e contar com a ajuda de um profissional para que as transações internacionais sejam feitas da forma correta.

Por isso, você pode contar com os especialistas da Ethimos Câmbio, que opera em todas as naturezas de câmbio, realizando transações de importação, exportação, remessas financeiras e câmbio turismo, de forma transparente, prática e com preços altamente competitivos.

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*Texto escrito por Lucas Brigato, sócio e assessor de investimentos da Ethimos.

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